quarta-feira, 7 de abril de 2010

Os versos que eu queria ouvir.

(Amor na terceira idade)

Hoje, divagando nos meus pensamentos percebo que ainda te vejo
Como nos antigos tempos.
Ainda sua mão se faz forte sobre a minha, e a tua pela ainda é uma visão que minha alma acaricia.

Ainda hoje olho-te e vejo os  passos firmes e o teu andar faceiro
como que se foras tu a dona da lua e o brilho dela a ti lhe pertencesse.

olho-te  e ainda  vejo no balançar dos teus cabelos
as mesmas ondas de paixão que me embalam, fazendo-me sempre entregar-me inteiro.

Ouço-te e a tua voz ainda é da tal menina, ativa, brincalhona e festeira.
Eu ouso dizer que o tempo para ti não passou!
Ainda vejo nos  teus olhos o mesmo doce e profundo olhar que me rasgava  e me fazia revelar-te os meus segredos.

O tempo encarregou-se de mostrar-me a firmeza da tua fé
E nos momentos mais difíceis teus encantos de mulher
Te faz parecer que éras sempre a derradeira a se render.
Sempre estivestes altaneira!

O tempo, não se deu conta que estavas ficando ainda mais bela e mais sábia. Enganaste o tempo  com os teus sorrisos do mesmo jeito que me enganaste
Pois só eu envelhici e tu só remoçaste.

Assim como te vejo, verei eternamente porque o meu amor não envelhece e me constrange sempre a escrever-te os mais puros e singelos versos. Para falar de um amor que não foi o primeiro, embora tenha sido o mais intenso e puro amor...  mas por sorte o último, para que assim eu possa receber a morte, adormecido nos braços dos teus beijos.
Agradecido a vida por tê-la tido a vida inteira.




Cristhina Rangel

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